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Coisas ímpares de Campo Grande (MS)

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Foram poucos, mas interessantes os meses em Campo Grande. A cidade do Mato Grosso do Sul é capital desde 1977, quando o Estado surgiu. Há algumas coisas ímpares por lá, impossíveis de passarem desapercebidas, como as araras que escolhem Campo Grande para viver. O Parque das Nações Indígenas é um dos cartões postais da cidade, local certo para o primeiro contato com a fauna local: cotias, quatis, tucanos, corujas, maritacas, capivaras e, claro, as araras.

Outro cartão postal, mas bastante menos visitado que o Parque das Nações, é a Morada dos Baís, casarão construído entre 1913 e 1918 como residência da família Baís, no centro da cidade. O museu, em parceria com o Sesc, transforma seus jardins às quartas, quintas e sextas-feiras em endereço de happy hour com música ao vivo e saborosos petiscos. Mas é o ambiente do pequeno palacete, Patrimônio Histórico e Cultural da cidade, que faz da Morada dos Baís o mais charmoso happy hour de Campo Grande.

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A Morada dos Baís, museu que abre suas portas para o mais charmoso happy hour de Campo Grande

 

Menor que o Parque das Nações, mas outra área verde de Campo Grande, o Horto Florestal tem ali do lado de fora, próximo ao Monumento ao Carro de Boi, um cantinho descoberto apenas pelos mais atentos. A pequena lanchonete, de um lado da rua, coloca as poucas mesas e cadeiras praça em frente, junto ao carrinho com o televisor bem atado. Tudo embaixo da necessária sombra das árvores, já que o calor é uma constante por lá.

Além das clássicas portas e janelas da Morada dos Baís, Campo Grande tem amplos “portões” em toda sua Orla Morena, um calçadão que funciona como área de lazer, com ciclovia, quadras, pista de skate e feirinha nas noites de quinta-feira. A capital do Mato Grosso do Sul tem ainda interessantes edifícios, como o que abriga o Museu da Imagem e do Som, no Memorial da Cultura e Cidadania, além das famosas paredes de prédios sem janelas com painéis de animais como onças e araras.

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O edifício que abriga o Memorial da Cultura e da Cidadania, além do MIS, e, à esquerda, um dos famosos painéis da cidade

Em tempo – Araras em árvores, postes de energia e outdoors e capivaras atravessando ruas e ciclovias são cenas tão comuns que, no caso das capivaras, há até sinalização de trânsito. E se passar por Campo Grande, além de abrir bem os ouvidos para os ruídos que as araras fazem ao voar, não deixe de encarar um “brigolé”, que, como o nome bem diz, é um picolé de brigadeiro! Somente para os fãs de ambos: picolés e brigadeiro!

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